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Ex aluno da FA é Senior Architect em Hong Kong

Alumnus, 16 Outubro 13

Quando se pronuncia o nome “Hong Kong” fazem-se, de imediato, várias associações. Foi cenário em vários filmes de Bruce Lee e local habitual de passagem de James Bond durante a Guerra Fria. Mas também é vista como um dos maiores centros da arquitectura moderna e uma das grandes capitais financeiras do mundo. Quem a conhece descreve-a como o local onde “o Oriente encontra o Ocidente”.

Pedro Dias estudou Arquitectura e Planeamento Urbano na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, cidade onde nasceu. Começou por trabalhar em Portugal mas nos últimos anos tem exercido a sua actividade profissional além fronteiras. Passou por Amesterdão e Macau, até se estabelecer em Hong Kong, onde é Senior Architect no atelier britânico Benoy Architects, integrando uma equipa de 300 arquitectos de várias nacionalidades.

Actualmente, Pedro Dias é o responsável pelo "concept design" de “um projecto multifuncional gigantesco (que compreende um "street mall" de 90.000 m2, dois hotéis, um teatro, um centro de congressos e um parque temático), de escala inimaginável na Europa, para a cidade de Qingdao (norte da China)”, explica. E porquê Hong Kong? Para Pedro Dias, viajar não é propriamente uma novidade. Começou por fazê-lo “desde muito cedo", quando acompanhava regularmente a mãe nas viagens que ela empreendia a congressos internacionais. E foi numa dessas viagens que, com 14 anos, visitou Hong Kong pela primeira vez: “uma cidade que na altura me impressionou imenso, sobretudo pelo respectivo 'skyline' e pelos ambientes urbanos algo exóticos e decadentes". "Nunca imaginei que acabasse por vir para cá viver”, confessa. Mas foi e está a gostar da experiência. No entanto, a escolha de Hong Kong para desenvolver a sua actividade enquanto arquitecto não foi casual. Durante dois anos, Pedro e a sua companheira Matilde (também ela arquitecta) trabalharam em Macau. Nesse período deslocavam-se a Hong Kong “pelo menos uma vez por mês para respirar e quebrar um pouco a monotonia de Macau". A cidade afirmou-se como uma "escolha natural e de circunstância, nada planeada". "Candidatei-me a uma dúzia de ateliers e resolvi aceitar uma proposta de trabalho”, esclarece. (...)

Excerto da notícia do jornal P3

FonteSuplemento P3